Friday, March 28, 2014

Depois de algum tempo sem publicar, coloco aqui este soneto chamado "Por Uma Vida Mais Feliz". Espero que todos gostem. Coloco também duas músicas que eu acho muito poéticas: "Hoje A Noite Não Tem Luar", do Renato Russo e "Codinome Beija-Flor" do Cazuza. Espero que gostem!
https://www.youtube.com/watch?v=WszmKsHNnEk (Cazuza)
https://www.youtube.com/watch?v=MQ9rXzvJOJk (Renato Russo)


Por Uma Vida Mais Feliz

Eu quero a felicidade de amar,
De querer esta vida e vivê-la
Por mais que me doa saborear
Minha Morte pairar sob as estrelas!

Quero ainda ouvir e quero cantar,
Eu quero em vão amá-la e quero sê-la,
Quero sonhar e quero imaginar
Minha Vida pairar sob as estrelas!

Me lembrar das lembranças do meu amor
Que ontem virou para sempre uma flor,
Do amar que sentia e que sinto ainda

Pela bela e inteligente Mulher
Que agora morta e já nos céus me quer,

Como eu agora desejo a estrela infinda!

Thursday, March 20, 2014

Para quem têm acompanhado o blog eu gostaria de fazer um anúncio: tive um poema publicado no blog do Jornal Plástico Bolha. O poema foi "Desencontros", ele também está aqui, mas quem quiser conferir lá também este é o link: http://jornalplasticobolha.blogspot.com.br/2014/03/desencontros.html
Muito obrigado pela visualização de todos aos meus poemas, um dos motivos pelos quais enviei um deles para publicação!

Saturday, March 8, 2014

Em comemoração ao dia Internacional da Mulher escrevi este poema. É um soneto e em sua essência traz a minha paixão pelos melhores seres que já andaram nesta Terra! Parabéns a todas as Mulheres pelo seu dia, dia muito merecido aliás.

Soneto às Mulheres

Em comemoração
ao seu dia

Mulher, ser que é doce e maravilhoso.
Traz o encanto, o discernimento e a luz,
E os aflitos homens ao Amor conduz!
E que ao sentimento tumultuoso

Destrói e transforma o coração ansioso
Em peito sensível e ao afeto o aduz.
Ao meu respeito todas fazem jus!
Com seu lindo sorriso carinhoso

Que ao meu exício amavelmente dá vida,
Modificando minha dor dorida
E me acertando com a paixão infinda,

Me conduz a um sentir peculiar,
A um sentir que muitos chamam de amar
Que no meu ocaso palpitará ainda!



Sunday, February 23, 2014

Este é um poema que eu gosto muito. Se chama "Alone" e é do Edgar Allan Poe. Para continuar a "série" para dias de solidão...

Alone

By Edgar Allan Poe

From childhood's hour I have not been
As others were - I have not seen
As others saw - I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I lov'd, I lov'd alone.
Then - in my childhood - in the dawn
Of a most stormy life - was drawn
From ev'ry depth of good and ill
The mystery which binds me still:
From the torrent, or the fountain
From the red cliff of the mountain,
From the sun that 'round me roll'd
In its autumn tint of gold -
From the lightning in the sky
As it pass'd me flying by -
From the thunder and the storm,
And the cloud that took the form
(When the rest of heaven was blue)
Of a demon in my view.

Saturday, February 22, 2014

Este poema é para quem se sente só, principalmente naqueles dias gelados do inverno...

No Vento Gelado do Inverno

Eu não quero vagar na solidão do infinito...
Só, nesta angústia de corpo vazio...
Não quero que o sentimento agora transcrito
Seja gelado como o vento do inverno frio...

Minhas memórias são sempre opacas.
Meu amor é a minha melancolia,
É o que no meu peito arde, a estaca
Que me corta gélida e com alegria...

Na alma desta pessoa triste,
Que sentimento de pura afasia
Pode me mostrar uma vida que existe
E que não é um surto de esquizofrenia?

Qual dos Mundos pode me querer?
Se neste purgatório do Homem
Minha vida não tem mais ser
E os meus sonhos sempre somem...


Tuesday, February 18, 2014

Um poema para os dias de tristeza e melancolia que nos atinge a todos em algum momento da vida. Também para quem já teve seu coração partido, acho que a maioria de nós...

A Alguém que Eu Amo

Para quem já teve o 
coração partido

Eu sei que nunca seremos
O que eu quero que sejamos!
E sempre na exatidão viveremos
Sonhos que desejar não desejamos!

Estas doces linhas são a ti,
Que no meu peito está sutil...
E o que eu sinto, sentirei e senti
Será sempre de cor triste, anil.

Ao imaginar as lágrimas caindo
No choro da igualitária chuva
Meu sentir escorre, sentindo
A dor da mordida de uma saúva!

E quanto mais escorre, triste,
Mais o amor que em meu peito bate
Me mostra que você não existe
Para mim. E a vida se torna um abate!

Tu és alegre e doce feito mel
E minha tristeza te contagia
Como o luar ao sol do céu,
Como o luar ao céu do dia!

Desculpe-me por existir,
Por a ti simplesmente amar.
Desculpe-me por sentir
Vontade de te beijar...

E nos meus pulsos e coração
Tu deixas as cicatrizes
Do sofrer de sofreguidão

Dos meus dias mais felizes...

Friday, February 14, 2014

Este poema eu fiz para tentar mostrar como é difícil se expressar verdadeiramente através de simples palavras... Espero que gostem!

As Palavras

As palavras! Seres como o inverno
Não transmitem o sentir eterno.
E o sentimento fica transmutado
Em frio e gélido significado!

A significância do ser,
Com todo seu saber,
Fica inerte e concentrada
Em letras mortas e geladas!

A raiva que cada um sente
É sutil e tão diferente
Mas para cada um de nós
As letras dão a mesma voz!

E todo sentimento de volúpia,
De amor, ódio e angústia
Tornam-se de sentido vazios
Como o espaço etéreo e frio!

Escrevo nestas linhas
Paixões que são só minhas
Mas que ao transformá-las em verso
Tornam-se álgidas como o Universo!

Assim são e serão as letras
Escuras e sempre pretas!
E nunca expressarão
O verdadeiro sentir do coração!